OS VIVOS... MORTOS
Caminhando pelas ruas sem vidas
Misturei-me na multidão, perdido,
Indiferentes, automatizadas,
Seres sonâmbulos; despercebido.
Fantasmagóricos corpos com almas áridas
Esqueletos ambulantes no mundo
No cemitério das vidas esquálidas
Andam vivos, nas vias, moribundo.
Sepultados nas suas próprias sinas
E assim, pelas ruas hipnotizadas
Criaturas vis, sem amor, sem nada.
Espectros, perambulam pelas ruas
Trancados no Eu, traumatizadas,
São criaturas mortas, abandonada.
Ernani Serra
Ernani Serra

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